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batizado

 

 

 

 

 

Levando a “renascer de novo” pelas águas lustrais e divinas do Santo Batismo, seus pais mostravam-se conhecedores de que a vida natura é uma existência envenenada na sua fonte, marcada pelo pecado original, em si esteril para o céu. CARO NON PRODEST QUIDQUAM.

Antoninho ia pois renascer, recebendo uma vida superior, que sem destruir a vida natural no que possue de bom, iria ultrapassá-la, elevá-la, edificá-la.

Pela vez primeira saiu Antoninho do berço para o templo de Deus, afim de receber a água que regenera a alma pela virtude do Espírito Santo. Acompanhado de seus padrinhos Dr. Oscar Tollens e D. Augustinha Tollens, pais, irmão e pessoas amigas, foi conduzido à Matriz de Sto. Antonio do Pary, seu patrono, sendo-lhe administrado o Santo Batismo, e recebendo, então, o nome de Antonio: grande taumaturgo da Igreja de quem mais tarde deveria imitar as heróicas virtudes, consagrando-lhe sincera a acendrada devoção.

Este foi o primeiro passo para a sua santidade, que deveria culminar aos 12 anos apenas, correndo assim como gigante no caminho da perfeição. Da pia batismal saiu ele purificado do pecado, regenerado pela água fecundada pelo Espírito Santo, com a alma ornada pela graça: princípio da existência divina, com as virtudes infusas e os dons do Espírito Santo. Diz-nos o grande Apóstolo :

- “O batismo representa a morte e a resurreição de Jesus Cristo”. Ou em outras palavras -“Morrer para o pecado e viver em Jesus Cristo”.

Foi justamente esse o lema do nosso santo menino: abominando terminantemente o pecado, sentiu no âmago de sua alma toda a ofensa a Deus, o que deparamos a cada passo em sua vida, não só pelo exemplo, que a todos edificava, como pelas palavras que proferia: aconselhando, excitando em todos repulsão mortal ao pecado. Comprazia-se ele ao contrário, por tudo quanto se referisse à virtude e concitava todos a que possuíssem a alma branca como que repetindo as palavras do Apóstolo: QUICUNQUE IN CHRISTO BAPTISATI ESTIS, CHRISTUM INDUISTIS.

Todos vós que fostes batisados em Cristo, estais revestidos de Cristo, não somente revestido como de uma veste exterior, com a túnica branca com que se revestiam os neófitos ao sair da pia batismal, mas revestido interiormente, sendo Jesus a vinha e nós os ramos, animados e transformados nele pela seiva divina.

 

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Lançada a base do edifício espiritual, a fé na divindade e N. S. Jesus Cristo, que o batismo imprime em toda a sua existência de “morte ao pecado” e de “vida para Deus”, foi Antoninho cercado de todos os desvêlos e carinhos, não só por parte de seus virtuosos pais, como também pelos devotados irmãos e parentes. Segundo os insondáveis desígnios do senhor, começou ele sua vida para o céu, dando-nos exemplos de acrisoladas virtudes, glorificando a Deus nosso senhor pela graça que já se operava em seu coração, provando o quanto pode o amor de Deus na alma de seus eleitos.

Assim, passaram-se os primeiros meses de sua vida amparado sempre pelos desvêlos maternos.

Notando em Antoninho qualquer cousa de atraente o sobrenatural, o que se justificava pela afeição singular que todos lhe tributavam, parentes e amigos, seu pai começou a chamá-lo de “santo filhinho” deixando de fazê-lo, instintivamente, logo após a manifestação da moléstia que o deveria arrebatar.

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