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Fora ele entregue aos cuidados de uma ama, que o levava a passear assiduamente, aproveitando o ar puro da manha, tão necessario à sua constituição franzina.

Quando sucedia passarem por uma igreja, o pequerrucho não se continha nos braços da ama: olhava firme parao templo e, gesticulando os bracinhos, forçava-a entrar.

Já no interior, compenetrava-se: olhos fitos no tabernáculo, realizando-se então, em sua alma, qualquer cousa de extraordinário: transfigurava-se, ele, que ainda não sabia pronunciar uma palavra sequer.

Sabemos, que nem todos os templos possuem a capela do SS. Sacramento conservando-se as espécies sagradas no Altar Mór. Quando, porem, Antoninho entrava numa igreja enriquecida com a capela do SS., sabia perfeitamente, apenas com seis meses de idade, procurar o seu Jesus! A ama, julgando distraí-lo, mostrava-lhe as imagens dos altares. Contudo, via-se obrigado a aproximar-se da capela do S.S., levada pelos anseios do menino, que enlevado, olhando para o tabernáculo numa alegria encantadora, parecia um serafim a receber os eflúvios e as carícias de Jesus, todo seu amor! Em suas visitas ao convento da luz e igreja de Maria Auxiliadora, por ocasião da Benção do Santíssimo, assistia compenetrado à cerimônia e levantando também a mãozinha abençoava os assistentes, o que chamava a atenção dos circunstantes.

 

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Seus pais, que de há muito notavam algo de estranho no pequeno, sentiam uma profunda tristeza, levados pela impressão de que ele não seria por muito tempo deste mundo: lírio de puríssima alvura, não poderia vicejar no paul impuro da terra. Antoninho era uma criança dotada de grande acuidade. Possuia feliz inteligência, memória extraordinária e um forte poder de observação aliado à lógica, que chamava a atenção. No dia de seu primeiro aniversário natalício, seus pais entronizaram solenemente e com grande júbilo de todos, a imagem do Sagrado Coração de Jesus, afim de que reinando no lar, velasse pela família que se fazia sua humilde serva.

O menino, grandemente estimado pela vizinhança, foi com o decorrer dos anos, conquistando com o coração de todos pela candura e afabilidade do seu trato. Em casa, era ele quem recebia as visitas e o fazia de tal modo e com tanta simplicidade, educação e respeito, que não parecia uma criança. Palestrando, era loquaz, não se lhe notando a menor leviandade mas, ao contrário, observava-se em todos os seus atos muita seriedade, aliada à jovialidade tão natural quão sincera, o que cativava a todos, indistintamente.

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